O artista visual celebra 25 anos de carreira com mostra na qual expõe 15 obras inéditas. A exposição, que leva seu próprio nome, tem curadoria do poeta  Jorge Salomão e ocupa a galeria do Parque das Ruínas, em Santa Teresa, durante o mês de setembro

“Seu trabalho tem um jeito mágico que é o motor da arte em si: você se defronta, se mira, se renova e se apaixona” (Jorge Salomão, poeta e curador)

Rafael Vicente tinha 18 anos quando abriu, no Centro Cultural Paschoal Carlos Magno, em Niterói, sua primeira exposição. O ano era 1994, e o artista, recém-chegado à maioridade, não imaginava que viria a ganhar importantes prêmios e que suas obras chegariam a lugares como França, Portugal, Holanda e Moçambique. Talvez ele sequer imaginasse que completaria 25 anos de carreira. Pois tal marca foi alcançada este ano, e a celebração será ao lado dos amigos, é claro, mas em torno do que mais representa essa trajetória: suas obras. Mais exatamente 15 delas, todas inéditas, reunidas por ele numa exposição que leva seu próprio nome. Rafael Vicente, a mostra, tem curadoria do poeta Jorge Salomão e traz pinturas (óleos sobre tela na sua maioria) e uma escultura composta por lâmpadas de LED. A exposição poderá ser visitada na galeria do Parque das Ruínas, em Santa Teresa, de 07 a 29 de setembro.

Nesses 25 anos de carreira, o artista soma mais de 30 mostras, entre individuais e coletivas, sendo cinco delas internacionais. E isso tudo aos 43 anos. Seu interesse pelas artes visuais se manifestou cedo, mais exatamente na casa onde passou a infância, em Icaraí, Niterói. Sua mãe, a artista plástica Maria das Graças Vicente, foi quem primeiro lhe apontou para aquela forma de expressão. E não tardaria para o que era um interesse vir a ser sua vocação. Sua formação deu-se em duas das mais importantes instituições dedicadas ao tema no Rio de Janeiro: A Escola de Belas Artes da UFRJ – onde veio a ser professor entre 2005 e 2007– e da Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV), onde foi aluno de Iole de Freitas (1945), entre outros grandes nomes das artes. Além da própria Iole, a paulista Suzi Coralli (1963) é uma importante referência na identidade artística de Rafael Vicente.

A formação acadêmica veio a legitimar uma vocação manifestada desde muito cedo. E que poderia ter ficado no passado se o artista não tivesse perseverado em seu ofício. Ofício com o qual pavimentou uma carreira respeitada. Prova disso são os prêmios a ele concedidos. Rafael Vicente foi o primeiro artista a ganhar, em 2003, o prêmio Novíssimos, concedido pelo Instituto Brasil-Estados Unidos (Ibeu). Da mesma instituição, ganharia no ano seguinte o Prêmio Ibeu de Artes Plásticas, agora reconhecido como artista. Outros prêmios  importantes são o Maimeri Brasil e o Haineken – tendo este feito com que uma de suas telas — vista na ocasião no Museu da República, no Rio de Janeiro – chegasse ao Museu Haineken, na Holanda.

O artista também cumpriu residências em países como Espanha (Casa Brasil de Madri, em 2002) e Moçambique, onde participou, em 2006, da Bienal Internacional realizada naquela capital, Maputo. E, em cada uma dessas mostras, sua produção teve a chancela dos mais importantes curadores do país. São nomes como o de Vanda Klabin, Fabiana de Moraes e de Marcus Lontra. É de Lontra, aliás, uma das definições mais assertivas sobre o estilo de Rafael Vicente: “Trata-se de um artista com domínio dos seus meios expressivos e ao mesmo tempo   inquieto e criativo, construindo, pedra a pedra, quadro a quadro, a sua obra, a sua verdade, a sua história”.

E é um pouco mais sobre esse artista, inquieto e criativo, que o público irá conhecer visitando sua nova mostra, no Parque das Ruínas, em Santa Teresa. Afinal, 25 anos de carreira não podem passar em branco. Não, em se tratando desse artista vibrante que é Rafael Vicente.


Serviço:

Exposição Rafael Vicente

Sinopse: O artista visual celebra 25 anos de carreira com mostra na qual reúne 15 obras inéditas, na sua maioria telas sobre as quais utiliza de técnicas variadas como pintura e colagens.

Período de exibição: de 07 a 29 de setembro

Onde: Parque das Ruínas (R. Murtinho Nobre, 169, Santa Teresa. Tel: 2215-0621 ou 2224-3922)

Dias e horário de visitação: de segunda a domingo, das 10h às 18h

Classificação: livre

Entrada franca