Rodrigo França e Andréa Bordadagua dirigem os dois solos inéditos da companhia que, pela primeira vez em quase cinco anos de existência, recebem convidados na direção.

Sob nova direção – é assim que se apresentam os dois novos trabalhos que a Cia. Teatro de Afeto estreia paralelamente. Pela primeira vez em quase cinco anos de existência, as montagens acontecem sob a mesma estrutura e recebem profissionais não integrantes da companhia. Rodrigo França e Andréa Bordadagua dirigem os solos inéditos do projeto “ANTES SOLO QUE MAL ACOMPANHADO”, que estreia dia 12 de novembro, às 20h, no Teatro Poeirinha.

Os dois monólogos que compõem o quinto projeto da companhia criada em 2015 têm a busca pelo autoconhecimento como cerne e foram concebidos pelos artistas que estão em cena. Em “Enlaçador de mundos”, o personagem vivido por Saulo Rocha é um homem em situação de rua que tem como objetivo abordar temas delicados e pouco debatidos pela sociedade, como orfandade, suicídio, saúde mental, invisibilidade social, dentre outros. “A parada é o caminho” apresenta Larissa Porto num texto tragicômico sobre transformação que abrange sentimentos universais como amor, solidão e medo da morte, refletindo sobrea passagem do tempo e a dificuldade de lidar com o fim de ciclos.

“Eles são artistas que possuem compromisso com a sociedade e querem oferecer coisas pra ela. Dentro deste espaço cênico são discutidas várias questões que são temas universais, como amor, solidão, afeto, família, a importância de estar junto”, aponta Rodrigo, que junto com Andréa tem a missão de dirigir Saulo, fundador e diretor dos espetáculos da Cia. em seu retorno à cena como ator. “Ele nos traz a oportunidade de um olhar mais humanizado sobre um morador de rua. Eu quero saber o que ele está me contando agora, não o que ele é ou o que ele foi”, complementa Andréa, responsável, junto com Larissa, pela direção de seu solo.

As montagens são orientadas pela presença de arquétipos, crenças místicas e simbologias que a sociedade usa para ler o mundo, como tarô, astrologia, lunações e orixás. “Apesar de não viver mais esta realidade, nasci e fui criada na favela e percebi que as pessoas, por necessidade, se mantêm ocupadas buscando dinheiro e melhorar de vida. A partir do Teatro de Afeto, percebi que também era fundamental olhar pra dentro e buscar o autoconhecimento”, relembra Larissa, que desenvolveu sua tragicomédia ao longo dos anos de pesquisa e trabalho junto ao grupo.

“É uma mulher que está buscando seu tempo certo e que, por isso, está sempre revendo sua trajetória. Nesse caminho, acontece a libertação dos ciclos que se repetem e ela se transforma”, adianta a atriz. “Por ter sido beneficiário de várias políticas públicas, minha inspiração vem de questões sociais e pessoais que se ligam a elas, como o direito à moradia e ao transporte público. Sei o quanto isso faz diferença na vida das pessoas”, salienta Saulo, lembrando sua formação em Relações Públicas pela UERJ.

O Teatro de Afeto tem como parâmetro de montagem a necessidade de fala de seus integrantes, pautado como um processo de cura e libertação e guiados por aquilo que precisa ser dito no momento. “É muito cultural nosso querer saber de onde a pessoa é, qual a sua profissão, e assim deixamos de saber o que a pessoa tem pra nos oferecer naquele momento a partir da sua vivência. E esses personagens oferecem o que ninguém espera que possa vir deles”, finaliza Rodrigo.


SERVIÇO:

“ANTES SOLO QUE MAL ACOMPANHADO”

Ato I – Enlaçador de Mundos

Ato II – A Parada é O caminho

Temporada:

 12 de novembro a 18 de dezembro de 2019

Horário:

Terças e Quartas-feiras – A partir de 20h

Local:

Teatro Poeirinha

Rua São João Batista, 104 – Botafogo

Tel.: (21) 2537-8053

Ingressos:

R$ 60 (inteira)

R$ 30 (meia-entrada)

Classificação: 16 anos

Gênero: Tragicômico

Duração: 80 minutos


FICHA TÉCNICA: 

“ENLAÇADOR DE MUNDOS”

Concepção, texto e atuação: Saulo Rocha

Direção: Rodrigo França e Andréa Bordadagua

Colaboração Dramatúrgica: Matheus Murucci

Preparação Corporal e Direção de Movimento: Elton Sacramento

Luz: Brisa Lima

Cenário: Gerson Porto, Gigi Barreto e Rodrigo França

“A PARADA É O CAMINHO” 

Concepção, texto e atuação: Larissa Porto

Direção: Andréa Bordadagua e Larissa Porto

Supervisão Dramatúrgica: Matheus Murucci

Direção de Movimento: Camila Rocha

Luz: Brisa Lima

Cenário: Gerson Porto e Gigi Barreto

Composição: Luellem de Castro

PROJETO “ANTES SOLO QUE MAL ACOMPANHADO”

Direção de Produção: Saulo Rocha e Luiz Henriques

Produção: Larissa Porto e Lucas Pinho

Fotos de Divulgação: Lucas Nogueira

Projeto Gráfico: Raquel Alvarenga

Assessoria de Imprensa: Marrom Glacê – Gisele Machado & Bruno Morais

Mídias Sociais: Natália Balbino

Cenotécnico e Transporte: Gerson Porto

Contrarregragem: Cristiane Morillo

Apoio: Epifania Confeitaria, Terreiro Contemporâneo, Casa da Tata, Fuska Bar

Realização: Alquimia Cultural e Teatro de Afeto

Co-realização: Diverso Cultura